Este espaço destina-se à divulgação da pesca, em especial da pesca à bóia e da pesca de competição, onde relato as minhas pescarias e aventuras na região Oeste e não só.

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sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Continuando a escalada na tabela

No dia 22 de maio realizou-se a 4ª prova do campeonato de pesca da Bordinheira, o meu objectivo nesta jornada era continuar a subir na tabela da classificação geral, onde ocupava o 6º lugar.
Não podia falhar esta oportunidade para subir na tabela, com a maré ao meu gosto, rumei a um pesqueiro que já me deu muitas alegrias, a Pedra da Mesa na Foz do Sizandro, mais uma vez contei com a companhia do João Cardoso.
O resumo da jornada é muito simples, uma primeira abordagem ao pesqueiro da Mesa ainda do alto da arriba antes de descer, sinceramente não me inspirava muita confiança, mar bastante mexido, muita corrente no pesqueiro para dentro, agua não estava muito má, mas do lado do rio estava pior, com a possibilidade dessa agua com o baixar da maré vir para o lado da Mesa, tive vai não vai para não apostar ali,  mas após algumas indecisões acabei mesmo por ficar por ali.
Depois de estar no pesqueiro as duvidas de que seria uma boa aposta continuaram, com muita corrente para dentro, não me garantia a aproximação do peixe, mas já que lá estava só tinha de experimentar.
Comecei com uma bóia de 3grs com fio 0,16mm a iscar com sardinha, mas após perder uma salema nos primeiros lances a cortar o fio,  depressa mudei para uma pesca mais grossa com fio 0,20mm, bóia de 4grs, anzol de pé comprido e iscar com limo obviamente.
Após a mudança não senti mais nenhuma salema, as aguas estavam a ficar mais tapadas, com alguns pedaços de caniços e paus, com o baixar da maré a corrente diminuiu bastante e os lixos que andavam por ali não abalavam, ou seja iam mas voltavam, sinal que o engodo fazia o mesmo.
Nisto avanço para uma pedra mais dentro, vejo que estava roída de peixe, bom sinal, após alguns lançamentos com sardinha em anzol de pé comprido a sentir peixe mas não conseguir ferra-lo, nova mudança, tirei o anzol das salemas e pus um mais para os sargos e tainhas.
Numa pesca praticamente ao tente, com a bóia muitas vezes fora de água, pois eles estavam a comer mal lá foram saindo alguns, o João também lá ia conseguindo sacar alguns.
Já na ultima hora e com o mar a subir começar a cobri a laje, fomos obrigados a recuar, os sargos desapareceram, mas as esperadas salemas davam sinal, novamente mudei de anzol para o de pé comprido e iscar com limo lá fui tirando algumas, e desferrar outras tantas, tal como os sargos estas também estavam manhosas, entraram foi um pouco tarde, pois o mar mandou-nos rapidamente embora da laje e ai acabou-se a pesca.
O João não conseguiu aproveitar o pesqueiro da melhor maneira pois acho que ficava nos 3 primeiros, mas divertiu-se bastante pois fartou-se de sentir, perder e tirar peixe, a minha pesca estava bem composta, 3 tainhas, 6 salemas e 22 sargotes.
Após a pesagem e valente almoçarada, seguiu-se a entrega de prémios, acabei por alcançar o 1º lugar totalizando 25490pts.
Em 2º lugar com 16390pts, ficou o David Forcada e a fechar o pódio ficou o César Ribeiro com 11770pts.
O objectivo principal foi plenamente atingido, continuar a subir na tabela, onde agora ocupo o 3º lugar a apenas 7pts do líder Miguel Serra, a próxima prova realiza-se já no dia 18 de Setembro, vamos ver se consigo encurtar a distancia para o líder.
Abraços e bons lances.

quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Os Senhores dos Mares

Após alguns meses sem publicar, por vários motivos, decidi voltar ao activo e continuar a dar vida a este espaço de partilha.
Para recomeçar nada melhor que colocar alguma lenha na fogueira, claro que a carapuça fica para quem a enfiar, já que vou dissecar um tema bastante peculiar e corrente dos pescadores dos dias de hoje, em especial dos mais ligados às novas tecnologias do mundo da web.
Nos dias que correm, após as jornadas piscatórias é natural e normal que os pescadores as fotografem, relatem e que as partilhem  em blogs, fóruns ou no facebook.
Para alguns é uma forma de partilhar conhecimentos, para outros uma maneira de travar novas amizades com pessoal que se identifica com as suas publicações, para outros apenas uma forma de enaltecer os seus feitos.
Eu pessoalmente gosto de partilhar tudo, sem segredos, sem hipocrisia, sem falsidade, considero-me um pescador mediano, que muito tenho ainda para aprender, em evolução constante.
Gosto de pescadores que partilham seus feitos, exemplares de sonho, peixes de uma vida, todas as suas conquistas estoicamente alcançadas, com muito suor e dedicação, carregadas de mérito, com muitas horas passadas no mar, com um estudo aprofundado de todas as possíveis e prováveis condicionantes que tornaram possíveis essas capturas, todo o tempo e dinheiro investido, tanto em material, como em deslocações ao mar.
A meu ver são pescadores idolatrados como Deuses, são verdadeiros Ídolos no mundo da pesca, tal é a regularidade com que conseguem tais feitos, publicam fotos vangloriando-se, inchados dos pés à cabeça, eu sentiria o mesmo certamente se os realizasse.
Mas é para mim muito difícil tolerar, a falta de humildade, de sensibilidade, mas acima de tudo a ganancia que demonstram, ficam chateados se perguntam como foi pescado, onde foi pescado, com que isca foi pescado, chegando mesmo a minimizar e ridicularizar quem o faz.
Gostam apenas de ser reconhecidos como grandes pescadores, verdadeiros filósofos piscatórios, os novos ideologistas da pesca, acham-se senhores donos do mar, pescadores que de lúdicos tem muito pouco, já que grossa parte do peixe capturado é para venda e não para consumo próprio.
Esquecem-se de que quando começaram a pescar, pouco ou nada sabiam, foram aprendendo vendo outros pescadores, seus ídolos na altura, que lhes seguiram os passos, ouvindo aqui e ali alguns segredos e pesqueiros, uns inconscientemente outros nem tanto, que aprenderam lendo revistas de pesca ou pesquisando na Internet.
 Ficam extremamente irritados após as suas publicações, verem os spots secretos invadidos por pescadores em busca do exemplar de uma vida.
Este é o preço a pagar pela fama, deviam conseguir viver com isso, adaptando-se da melhor maneira possível, ou então não publiquem nada, assim ninguém questiona, assim não os perseguem, ninguém os imita, nem lhes rouba os spots, bem sei que o termo roubar é uma palavra forte, mas muitos intitulam-se donos dos mesmos tal é a regularidade com que os frequentam.
Afinal de contas tornam-se vitimas do seu próprio ego, é o reverso da medalha, estas são as consequências do merecido reconhecimento.
Para finalizar deixo apenas uma citação muitas vezes mencionada por esses mesmos pescadores, «Os peixes já apanhados ninguém os volta a apanhar».
Abraços, bons lances e boas publicações.

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Mergulho no desconhecido

Uma outra maneira de ver o oceano ;)
Bem diferente,  mas de uma beleza extrema.


Eles que se cuidem he he he

segunda-feira, 11 de julho de 2016

Pela boca morre o peixe!!!

Je suis Portugal!!!!


É mesmo caso para se dizer que pela boca morre o peixe he he he...
Pela boca e não só, foi uma vitória humilde, bem merecida, muito suada e com sabor muito especial.
Viva PORTUGAL, somos campeões Europeus.

quarta-feira, 6 de julho de 2016

Grupo de Pesca Autoferrante - ARCACEN - Obidos

No próximo dia 17 de Julho o Grupo de Pesca Autoferrante - ARCACEN - Óbidos vai realizar o seu convívio de pesca no litoral de Peniche.
Esta será a 3ª edição do troféu  Rodrigo Rodrigues, nas outras 2 marquei presença e gostei bastante, muito boa gente, que gosta de tratar da melhor maneira que por lá aparece, vale a pena ir só pela boa ginginha de Óbidos que eles lá tem.
Os contactos para inscrições são 919369344 - Marco Aurélio, 916087480 - Rodrigo Silva ou 962663799 - João Cartaxo.
Aqui fica o cartaz para consulta, apareçam por lá que vale a pena, eu vou estar por lá.
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